sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O que um Arquiteto faz?

Deixei o blog de lado... O escritório está praticamente me engolindo... Mas hoje vi um vídeo na internet que não podia deixar passar em branco.
Escrevi em um dos primeiros posts sobre a atividade do arquiteto,sua função na sociedade e o que o diferencia do engenheiro :
http://arqjessicamarreiros.blogspot.com.br/2010/11/q.html

Mas após alguns anos, reparei que a forma como a sociedade nos vê não mudou... Pior, a sociedade não nos vê.
A descrição do vídeo diz: "Em dezembro de 2011, para comemorar o dia do arquiteto, saímos às ruas no calçadão da rua XV de novembro, em Curitiba, para perguntar aos transeuntes: O que faz o arquiteto?"

O que faz um arquiteto? 


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Bicicleta pintada na rua... pode ou não pode?

E eu que pensei que esse tipo de coisa só acontecesse no Brasil!!! rsrsrs


Esta matéria está em : http://oglobo.globo.com/blogs/debike/posts/2011/06/02/bicicleta-pintada-na-rua-pode-ou-nao-pode-384103.asp



"Uma artista de Toronto pintou uma bicicleta que estava abandonada na rua há anos em frente a uma galeria de arte. Todos na vizinhança gostaram, mas no momento em que foi pintada e ficou bonita a prefeitura considerou que ela deixou de ser entulho abandonado e se tornou "uma bicicleta guardada em local público".
"No único dia da semana passada em que não choveu eu fui trabalhar em Raleigh. Lixei (a bicicleta), uma tarefa trabalhosa pois todo o quadro estava coberto de ferrugem, e então a deixei preparada. Conforme a bicicleta mudava do marrom para o branco as pessoas começaram a perguntar o que eu estava fazendo. Era um memorial? A bicicleta há muito esquecida estava criando um burburinho", disse Caroline.
A artista então começou a pintar a bicicleta de laranja-neon e gostou tanto do resultado que combinou com sua amiga Vanessa que aquele trabalho seria o primeiro de um projeto chamado "arte-urbana-realmente-legal-pra-cacete" ou apenas "projeto-bicicletas-de-neon". No dia seguinte ela levou flores e plantou-as na cestinha e foi então que percebeu a notificação da prefeitura.
"Acontece que é ilegal guardar bicicletas em locais públicos e nós temos sete dias para removê-la ou seremos multadas e a bicicleta será levada e destruída. O curioso é que a bicicleta está lá há anos, sem ninguém notar. No entanto, quando foi pintada e ficou bonita, tem que sair. Estou determinada a salvar a bicicleta de neon que faz tantas pessoas felizes. Por favor, me ajude enviando mensagens para blogthegood@gmail.com argumentando porque a bicicleta de neon é UMA COISA BOA e deve permanecer por lá! Temos só seis dias!!"

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Americano diz que Olimpiadas no Rio serão "Jogos Mortais"

O jornalista Wright Thompson, da rede de televisão americana ESPN, publicou um longo artigo em que fala sobre os problemas de segurança pública da cidade do Rio de Janeiro. Segundo ele, que usa o termo "Jogos Mortais" para se referir às Olimpíadas de 2016, a imagem de uma cidade alegre e organizada está muito longe de corresponder à realidade. Os cariocas, na verdade, viveriam sob o terror de uma intensa guerra.


"Uma cruz branca que se ergue no Morro dos Macacos marca o local onde as pessoas são queimadas vivas. Um cavalo faminto, cutucando as costelas para fora, é engatado por perto com uma corda fina. Um campo de futebol próximo é marcado por pedaços de borracha derretido. Os jogos não são jogados ali. A facção criminosa Amigos dos Amigos, que domina essa favela, possui um ritual macabro: colocam pneus ao redor de seus inimigos, derramam gasolina e ateam fogo. Isso é chamado de microondas. Uma fumaça negra se eleva no ar. Em uma escola aos pés do morro, próximo do Maracanã, onde a cerimônia de abertura das Olimpíadas 2016 será realizada, os alunos ouvem os gritos e tapam os ouvidos. Esse é o verdadeiro Rio de Janeiro.", escreveu.


A matéria conta em detalhes diversas ações policiais realizadas nos morros cariocas nos últimos anos. Em determinado trecho, o autor compara o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) com o Seals (tropa de elite da marinha americana responsável pela operação que resultou na morte do terrorista Osama Bin Laden) e critica a sua forma de atuação. 
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É, realmente os EUA é uma paz e uma serenidade enorme... rsrsrs Ainda mais agora depois da "morte do Bin Laden" (entre aspas mesmo)! É um mar de paz, organização e segurança... Para descontrair, um trecho da peça "Nós na Fita" de Marcius Melhem e Leandro Hassum! 

sábado, 9 de abril de 2011

Tragédia na escola em Realengo! O que a Arquitetura tem a ver com isso?

 O que vimos esses dias nos telejornais impressionou os cidadãos não só do Rio de Janeiro, mas de todo o país.
Pais desesperados com a tragédia ocorrida no lugar onde eles achavam que seus filhos estariam em segurança.Todos tem a ideia de que a escola é o lugar onde as crianças estarão a salvo da violência urbana.
Mas infelizmente tivemos a prova de que nenhum lugar é seguro nos dias de hoje.
A vulnerabilidade das instituições de ensino com relação a segurança foi posta em xeque.
Diante desses fatos lembrei de uma aula muito interessante que tive na faculdade a respeito da ARQUITETURA PANÓTICA.
Arquitetura panótica foi originalmente falada pelo jurista inglês Jeremy Bentham, em seu livro "O panopticom" editado no final do século XVIII (mas precisamente em 1785).
A ideia da Arquitetura Panótica foi criada tendo a vigilância e o domínio do espaço através de um ponto de observação principal como base. Este ponto de observação é voltado para o lado interno e para o lado externo, tendo controle das atividades na edificação e também sobre a entrada e saída da mesma. É o controle exercido de forma a garantir a ordem, a disciplina e a segurança.
Instituições prisionais e educacionais foram as principais contempladas na implantação desta ideia. 
"(...) induzir no detido um estado consciente e permanente de visibilidade que assegura o funcionamento autoritário do poder. Fazer com que a vigilância seja permanente nos seus efeitos ... que a perfeição do poder tenta tornar inútil a actualidade do seu exercício (...)" [Foucault,(1997),pag:166]
Mas nos dias atuais a ideia de vigilância não é primordial na concepção do projeto arquitetônico. A vigilância hoje é contemplada a partir de sistemas eletrônicos e contratação de empresas privadas especializadas na prestação destes serviços.
Seria ideal que tivéssemos uma viatura em cada escola, hospital, igreja, praça, áreas comerciais, rodoviária, aeroporto, estações de trem, metrô, edifícios governamentais e todos os lugares onde há um grande número de indivíduos. Mas tendo em vista as dimensões de região metropolitana do Rio de Janeiro, pensar em uma estrutura pública para este fim seria algo extremamente complexo. Nada impossível, mas de difícil concretização a curto e médio prazo.
O interesssante é como uma idéia surgida em 1785 pode ser tão atual. Jeremy Bentham pensou na questão da vigilância de forma que hoje, no século XXI é mais útil do que nunca.
Crianças numa escola precisam ser observadas, vigiadas, protegidas. A proteção do entorno, ruas próximas, tráfego das vias de acesso depende da ação in locu da polícia. Mas a partir do momento em que escolas podem contar com uma estrutura física que facilite o controle de acesso e observação muitos incidentes podem ser amenizados ou até mesmo evitados.
Vejamos na prática o princípio proposto por Jeremy Bentham:


Unidade Prisional Panótica

 Unidade Prisional Panótica






 Exemplo de projeto utilizando o princípio da Arquitetura Panótica- 3D do Pavilhão de Segurança de Lisboa

Pavilhão de Segurança de Lisboa


Diante da tragédia na escola de Realengo é possível perceber que há a necessidade de estudarmos a segurança pública desde a concepção arquitetônica, visando que a edificação destinada a abrigar crianças e adolescentes possa ser mais facilmente vigiada, controlada observada, com controle de acessos. Não digo isso por ser contra os sistemas de segurança modernos. Aliás, penso que se o projeto de arquitetura de escolas e os atuais sistemas de monitoramento forem contemplados de forma conjunta no processo projetual teremos edificações mais seguras.
Cabe ao estado entender a necessidade de ter equipes de arquitetos e urbanistas preparados para atuar juntos na questão de segurança pública, tanto na parte de projeto de edificações, como na intervenção em vias de acesso visando tornar a malha urbana mais prática para acesso de serviços públicos como polícia, ambulâncias e corpo de bombeiros.

O trabalho é árduo, mas a sociedade pode e deve cooperar. 


Fontes Bibliográficas:


 http://lisboasos.blogspot.com/2010/03/pavilhao-de-seguranca-museu-do-hospital.html
http://lisboasos.blogspot.com/2011/03/ainda-o-tunel.html
http://belzanzotti.blogspot.com/2010_12_01_archive.html
http://www.espacoacademico.com.br/028/28cpinto.htm
http://aeradopanoptico.blogspot.com/2010/03/o-panoptico-nas-escolas.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jeremy_bentham

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Alô Prefeitura de São Gonçalo!!!!

O Centro de Alcântara em São Gonçalo-RJ é conhecido pelo comércio (formal e informal) e também pela desordem urbana que essa grande concentração acaba provocando.
Um local que ficou por muito tempo ocupado por camelôs é a calçada que cobre o canal da Rua Alm. Nestor Pinto Alves. O rio que passa pela rua foi coberto e  este espaço passou a ser utilizado para o comércio informal. Porém, após chuvas fortes que ocorreram na cidade ano passado, parte deste calçamento cedeu. Após o ocorrido os camelôs foram retirados do local. Mas passado 1 ano e sem nenhuma providência por parte da prefeitura para recuperar a cobertura do canal, o espaço voltou a ser ocupado mesmo com todos os riscos que a estrutura apresenta.


Foto do Street View do Google, com a cobertura do canal antes das chuvas de 2010. 
Foto de Março de 2011, com a estrutura bastante comprometida. (Fonte: Arquivo Pessoal)

Foto de Março de 2011, com a estrutura bastante comprometida. (Fonte: Arquivo Pessoal)

Para  evitar acidentes futuros é necessária a ação imediata da prefeitura para recuperar a estrutura e antes d etudo isolar a área para que a mesma não seja ocupada ou mesmo transitada. Fica o alerta.